"Jogada sozinha aos escombros para ser devorada pela escuridão e monstros inimagináveis, no frio, desolada ela fica a espera de uma chama de esperança ressurgir e quem sabe a salvar. Mas será isso realmente possível depois de tal abandono e desconsolo?
É triste observar que em sua alma cresce um buraco negro, que vai sugando toda sua essência, sem piedade ou compaixão, ele cresce, afim de destruir todo o mundo que ela criou dentro de si. O frio que a envolve, repudia qualquer sentimento que possa aquecê-la, qualquer lembrança feliz e calorosa, qualquer vestígio de alegria jamais a alcançaria ali.
O amargo de sua alma sucumbindo em trevas lhe trazia grande dor e agonia, insuportáveis de tal forma que a a morte lhe seria um privilégio. Não havia mais escolha, não havia mais saída, mas também não havia mais ninguém que se importasse. Então não existia a necessidade de se preocupar com o amanhã, pois ninguém a esperava. E assim ela foi ficando inexistente, tornando-se imaterial e inalcançável, sumindo com tudo o que ela foi ou poderia ser, sucumbindo consigo os seus sonhos que um dia viveram ardentemente dentro de si. Agora não há mais forma, acabou, seu último suspiro se foi, sua última marca de existência padeceu. O que resta agora, são lembranças, lembranças do que ela um dia significou, do que um dia ela foi e guardar no fundo da alma, que como ela, assim muitos se vão."
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